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Parada LGBT movimenta mais de R$ 60 mi na cidade de SP

Movimentação financeira inclui casas noturnas, bares e restaurantes ligadas à oferta GLS em São Paulo; quase 40% do público presente na Parada LGBT é formado por turistas.

Parada LGBT de SP - Foto: José Cordeiro/SP Turis

Parada LGBT de SP – Foto: José Cordeiro/SP Turis

No próximo domingo, 4 de maio, acontece a 18ª edição da Parada LGBT de São Paulo, manifestação que reúne milhares de pessoas na Avenida Paulista e região com a finalidade de colocar em pauta questões relacionadas à diversidade. Este ano, a organização do evento tem como discussão central a criminalização da homofobia e a aprovação da lei de identidade de gênero. Além do conteúdo político e de reivindicação, a Parada também é um evento que atrai muitos turistas para São Paulo.

Segundo o secretário municipal para Assuntos de Turismo e presidente da São Paulo Turismo (SPTuris, empresa municipal de turismo e eventos), Wilson Poit, a semana toda movimenta a cidade. “Dias antes da Parada LGBT, já começa uma extensa programação cultural, de lazer e entretenimento que traz muitos visitantes e geram grande retorno econômico para a capital”, comenta Poit.

Em 2013, o Observatório do Turismo, núcleo de estudos e pesquisa da SPTuris, lançou o estudo “Mercado GLS paulistano”, que fez um levantamento específico sobre o segmento na cidade de São Paulo, incluindo quantificação da oferta de estabelecimentos especializados e a movimentação financeira. “Os dados mostraram o impacto do setor na economia paulistana que, em menos de um ano, chega a movimentar R$ 59,5 milhões e, na semana da Parada, fica em R$ 3,2 milhões”, destaca o presidente da empresa.

De acordo com o balanço, na cadeia produtiva da cidade existem quase 80 estabelecimentos voltados exclusivamente para o público LGBT ou bastante frequentados por ele, entre os quais 26 casas noturnas, 18 bares, 18 saunas e sex clubs, 11 restaurantes e 7 festas mensais. A maioria dos locais está concentrada nas regiões da Paulista, Jardins, Pinheiros e no Centro, com capacidade para receber, juntas, quase 45 mil pessoas – este número mais do que dobra e chega perto de 95 mil pessoas na semana da Parada LGBT.

Turistas do segmento LGBT

Na última pesquisa feita pelo Observatório do Turismo na Parada LGBT de 2012, os dados indicaram que 39,5% do público era composto por turistas. Destes, a maioria era de turistas domésticos (97,4%) e a outra parcela estrangeiros (2,6%). A principal origem desses visitantes internacionais foram o Peru, Estados Unidos, Holanda e Argentina.

“Vale ressaltar que esse público é muito qualificado, costuma ter bom poder aquisitivo e não economiza nas compras e em entretenimento”, aponta Poit. Os turistas da Parada ficam mais de três dias na cidade e gastam, em média, R$ 1.272 no período. “Isso significa hotéis ocupados, restaurantes disputados, baladas cheias e a economia da cidade movimentada”, comemora Poit.

Para acessar os materiais do Observatório, acesse www.observatoriodoturismo.com.br

Programação LGBT online

Para dar informações às pessoas que pretendem visitar a cidade de São Paulo e conhecer locais relacionados ao segmento LGBT, a SPTuris – com apoio da Abrat-GLS (Associação Brasileira de Turismo para Gays, Lésbicas e Simpatizantes) e a Cads (Coordenadoria de Assuntos de Diversidade Sexual da Prefeitura de São Paulo) – criou o Guia da Diversidade. A página contém dicas especializadas e divididas por seções como Cultura, Gastronomia, Compras, Noite, entre outras e pode ser acessado gratuitamente em www.cidadedesaopaulo.com/lgbt.

O site Cidade de São Paulo também preparou um apanhado geral com a programação de destaque que começará com a temática GLS em maio de 2014. O roteiro tem dicas de onde comer, o que visitar, quais festas conhecer e outras atividades. Confira no link:

Saiba mais: cidadedesaopaulo.com/sp/br/noticias/4411-mes-do-orgulho-gay

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